segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Esqueci


Hoje eu te esqueci
Não vou voltar atrás
Te dei tantas chances
Agora não quero mais

Se eu sofri e chorei
Foi para me libertar
Aos poucos consegui
Esse amor apagar

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A chuva me lembra você

O tempo está fechando lá fora
Enquanto aqui meu coração chora
O céu fica escuro as nuvens vem
A noite vai chover, meu bem

A chuva me faz lembrar você
A tanto tempo não te vejo
Só de lembrança não tem como viver
Te peço que volte pra pode dizer

Que eu te amo, que eu te quero
E sem você eu não sei viver
Cai a chuva lá fora
Sinto que de novo vou te perder

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Encontro na praça

Sentei no banco da praça. Estava quente. Muito quente. Gosto de sentar nessa praça, É bonita e tem um ar de interior. Aliás, a cidade é típica do interior. Bem cuidada, limpa, de gente boa. O estilo das construções me fascina. Mas, não é da cidade que estamos falando. Tenho o costume de sentar na praça e ficar lendo um livro. As horas passam voando. O pouco tempo de descanso que tenho aproveito dessa maneira. Algumas vezes, ao invés de ler, escrevo. Bem, nesse dia eu estava sentindo uma vontade de escrever. Comecei observando ao meu redor, as casas, as pessoas, as plantas e foi surgindo uma história. Em meu caderno comecei a rabiscar, algumas linhas risquei até começar a escrever:


Eu não consigo ficar longe de você
O seu perfume me faz enlouquecer
No seu abraço eu me sinto flutuar
É do seu lado que eu quero estar

É uma sensação bela que me invade
Te encontrar provoca grande ansiedade
Não encontro palavras para explicar
Esse sentimento lindo, como é bom te amar

Mesmo ainda não tendo o seu amor
Me conforta hoje, pois seu amigo sou
Sou confiante e não perco a esperança
Ainda chegará o dia de trocarmos alianças

Estava tão concentrado em meus pensamentos que nem reparei que uma moça havia sentado ao meu lado e estava a me olhar fixamente. Olhei para o lado me assustei, mas sorri. 

- Oi, tudo bem?

- Tudo, respondeu ela.

-Me assustei, não notei que você estava aí... Porque me olha assim?

- Fiquei curiosa, achei o seu olhar tão atendo ao que estava fazendo. Cheguei perto aos poucos e vi que você estava muito concentrado, resolvi me sentar aqui e esperar você me ver – disse ela.

Novamente sorri. Achei tão legal a maneira que ela me falou isso. Fiquei um pouco envergonhado, acho até que fiquei vermelho. Bom, calor no rosto eu senti. Só não sei se foi pelo momento ou pelo calor do dia mesmo. Fechei meu caderno. A moça me pediu o que eu estava escrevendo. 

- Não é nada.

- Posso ver? Ela me pediu com tanta delicadeza que não tive como dizer não.

Entreguei meu caderno a ela, ela o abriu e começou a ler. Lia e sorria. Lia e sorria. Ao final olhou para mim, seus olhos brilhavam e seus lábios vermelhos sorriam. 

- Que lindo! Quanto sentimento. O que se passa com você para escrever coisas tão belas?

- Sentimentos aprisionados e solidão. É a maneira que encontrei de amenizar o colocar para fora tudo isso.

Ela me explicou que estava vivendo o mesmo que eu. Já havia tido muitas decepções com o amor. 

- Eu também. Amor é o negócio mais complicado que há. Não entendo como algumas pessoas tem a sorte de amar alguém e serem correspondidos, muitas vezes na primeira paixão de suas vidas. E outras, já terem se apaixonadas tantas vezes e sempre terem sofrido.

- Assim é a vida! Disse ela com um ar de decepção.

Já estávamos falando de nossas vidas e nem sabíamos o nome um do outro. Me apresentei, e ela se apresentou. Bom, agora já éramos ao menos conhecidos. Passamos mais um tempo ali conversando. Olhei um pouco mais longe e vi que o céu já ficava vermelho, e o sol já estava se pondo.

- Preciso ir. Foi muito legal te conhecer! Nos vemos de novo?

- Claro, venho aqui passear todos os domingos. Nos encontramos...

Nos abraçamos e eu fui embora. Tinha uma certa estrada pela frente até chegar em casa. 

E pelas curvas da estrada, fiquei pensando nos caminhos que a vida nos mostra. Seria ela um desses caminhos?

Autor: Vanderlei Holz Lermen